BrowserID procura ser alternativa ao OpenID e Facebook Connect.
Modelo promete privacidade e acesso rápido, mas tem limitações.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
na facilidade de uso, tanto pelos usuários como
desenvolvedores de sites (Foto: Reprodução)
Já o BrowserID da Mozilla sempre utiliza um endereço de e-mail como nome de usuário. Isso significa que os sites acessados terão acesso a essa informação. Para a Mozilla, o endereço de e-mail validado é importante para que sempre exista uma possibilidade de comunicação. Além disso, as pessoas estão acostumadas a utilizarem “identidades” no endereço de e-mail – um e-mail, pessoal, um para trabalho e assim por diante.
É claro que também existem limitações. Embora ainda seja apenas um experimento, o BrowserID não traz nenhuma informação sobre o usuário como endereço físico e a idade. Isso significa que sites que precisam dessas informações não terão muita utilidade para o BrowserID – o usuário terá de cadastrar essas informações separadamente em cada site que for usar. A única informação que será dispensada é a senha.
internet, a reutilização de logins do OpenID ainda
não faz parte da rotina da maioria dos internautas
(Foto: Reprodução)
O OpenID hoje sofre do mesmo problema – e pior ainda, porque alguns OpenIDs não podem sequer fornecer o e-mail, como o BrowserID o faz, e apenas um nome de usuário que, em muitos casos, não diz nada sobre o internauta.
O BrowserID ganha em conveniência: basta dar um clique para fazer o login e outro para confirmar – você estará imediatamente logado. A Mozilla criou o site My Favorite Beer para demonstrar o BrowserID gravando o nome da cerveja favorita do internauta.
senha – é todo o conjunto de informações que o
site precisa para prestar serviços ao internauta
(Foto: Reprodução)
O plano dos EUA pretende atingir esse objetivo sem sacrificar a privacidade do internauta, semelhante ao BrowserID, e quer permitir a existência de diversos provedores de identidade, cada um deles fornecendo informações diferentes – como é o caso do OpenID. Tudo isso sem um ponto central de falha ou controle do governo.
Por outro lado, o BrowserID e o OpenID são reais, enquanto plano norte-americano ainda é apenas um conjunto de ideias que ainda nem se sabe ao certo como serão realizadas na prática. Isso não significa que o BrowserID e o OpenID sejam úteis – muitos usuários ainda não usam essas plataformas e os sites que mais dependem de cadastros de usuários, como lojas on-line, provavelmente não vão querer adotá-los, já que terão de criar um cadastro próprio para o consumidor com as informações que necessitam.
É por esse motivo que muitos usuários estão usando mais o Facebook Connect do que o OpenID, apesar deste último ter sido criado em 2005. O Facebook consegue fornecer uma série básica de informações sobre seus usuários e os sites que o utilizarem sabem que podem contar com isso. No OpenID, não fica claro quais informações estarão disponíveis para o site.
O único modelo que realmente resolve esses problemas é o americano, mas ele ainda está muito longe de se transformar em realidade. Por enquanto é bom continuar tomando cuidado com suas várias senhas e até anotando-as em lugar seguro para não esquecer. É bem provável que elas ainda ficarão conosco por algum tempo e que a rotina de preencher formulários de cadastro não vai desaparecer.
*Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança digital”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.


